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> publicada em 05/08/2005; revisada (de novo) em 10/08/2005
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DIALÉTICA DA DINÂMICA ESTÁTICA
a importância de ser estático quando se quer uma comunicação dinâmica
Se quiser uma solução orientada a resultados, perceba a sutileza brutal entre ter um site com páginas estáticas ao invés de páginas dinâmicas. As primeiras são mais vistas porque tem buscador que consegue pesquisar 101 Kb de um arquivo HTML. Isso permite uma tonelada de texto. É o que faz a diferença entre ser encontrado ou não. Resumo da ópera: para uma comunicação dinâmica, fique estático.
Pule para estas palavras-chave, neste texto: Blogger, Movable Type, WordPress, Nucleus, Alfarrábio, Paulo Bicarato, Radinho, de novo, (um alerta), Danilo Siqueira, CMSs, Susannah Gardner, Online Journalism Review, Maratimba, CMS Matrix, EzStatic, Pablo Ibarrolaza, André Avorio, Blaz, Carlos Bonini, Internet Buzz, W3C, Greg Notess, Search Engine Show Down, linkania
ESTE PEQUENO SÍTIO está há tempos estudando um grande salto tecnológico. A questão é sair de uma solução de gerenciamento de conteúdo apoiada em software “de autoria”, tipo o conhecido DreamWeaver, da Macromedia, ou o GoLive, da Adobe (embora hoje as duas empresas sejam uma só). O objetivo é migrar para uma opção plataforma-livre de produção.
Em parte pelo tamanho e características deste espaço, em parte pelo parco conhecimento tecnológico do autor, a melhor alternativa imediata é adaptar alguma das mais populares ferramentas existentes no planeta, motivo de muito blá-blá-blá, os editores de blogs. Essa é também uma alternativa que qualquer empresa brasileira deveria considerar, seguindo uma tendência mundial. Vários desses sistemas são suficientemente consistentes para permitir adotar uma linguagem de site, um tipo de flexibilidade às vezes necessária e diferente do formato blog, meio restrito em muitos casos.
vida antes dos sistemas de blogs
Desde que este Matriz existe, uso o NetObjects para gerá-lo e mantê-lo. Isso já foi comentado há tempos. Não posso reclamar. O investimento de US$99,00 se pagou, e muito bem pago. Na época, os preços das opções acima, por exemplo, eram muito mais proibitivas...
Naquele momento, o “salto tecnológico” era sair de um conhecimento zero de produção autônoma para algo razoavelmente gerenciável. O resultado foi ótimo: o NOF cumpriu o que prometeu, em menos de meia hora eu já conseguia dar alguns passos bem consistentes. Hum... bem, talvez tenha sido uma hora, mas o fato é que foi realmente rápido.
Isso foi entre final de 2000 e início de 2001. Desde então, o planeta foi varrido pela onda dos blogs, liderado no início pelo praticamente pioneiro Blogger, hoje propriedade do Google. Em pouco tempo, o Movable Type, criado por um casal, que hoje virou a empresa Six Apart, entrou no jogo e aplicou uma virada fulminante no xadrez. Tanto é que o bicho ganhou até um site brasileiro, que apelidei de MTdoB, o que motivou um comentário aqui, de maio de 2003, dedicado ao que era na época um must...
não existe tubaína grátis, mas...
Infelizmente, o MTdoB foi “fechado”. O motivo principal parece ter sido uma forma de protesto pelo fato do MType ter adotado uma política de cobrança, embora ainda mantenha uma opção gratuita, porém com limites que não existem nas versões pagas. Além de menos ou nenhuma restrição (a versão "pró" permite gerenciar ilimitados blogs e ter infinitos administradores), quem paga ganha alguns pequenos mimos, como documentação, mais suporte e ajuda na divulgação.
É uma pena que a reação seja dessa natureza, só porque o casal 21 do MType resolveu tentar faturar algum com uma ferramenta bastante honesta, diga-se de passagem. O motivo do “protesto” é fazer coro com outras tantas opções de gerenciamento de blogs, várias delas afinadas com o lado mais radical do espírito open-source: não basta oferecer o código livre, é preciso ser grátis também.
É essa a postura do WordPress, por exemplo, talvez hoje a opção mais competitiva nesse mercado. Outras opções também são livres e gratuitas, o que ajuda a reforçar um conceito que não deveria ter aura de sinônimo.
O Nucleus, por exemplo, foi escolhido para destrinchar as letrinhas do Alfarrábio de Paulo Bicarato. Mas liberdade de conhecimento não precisa significar necessariamente conhecimento grátis. (Sem que isso signifique muita coisa, essa é a política adotada nos textos livres para download publicados neste site, a partir da idéia de que nem mesmo tubaína é grátis..:)
Essa, no entanto, é uma discussão cheia de interventores por esse mundão afora e não é o tema desta cartinha. O que importa aqui, agora, é que passados quase cinco anos de NetObjects está na hora de mudar para uma solução mais robusta em muitos aspectos, mais afinada aos tempos atuais, e que tenha uma perspectiva de uso para mais uns cinco anos, de modo que o investimento em conhecimento se “pague” da mesma forma.
Radinho, de novo
Consegui iniciar uma breve pesquisa com a ajuda inestimável da audiência esperta da lista Radinho de Pilha, gerenciada pelo Renê, já conhecido aqui (aliás, essa lista já está virando a principal pauteira destas cartas...:) Descobri, para minha surpresa, que o MType ainda é uma opção diferenciada, mesmo diante a concorrência forte proporcionada pelo WPress.
O motivo é que o MType gera um conjunto de páginas estáticas, um diferencial (talvez) único na “catiguria”. Isso é motivo suficiente para valer a pena investir cerca de 69 doletas e ter acesso completo a uma ferramenta de gestão de conteúdo com essa característica. Páginas estáticas *fazem* diferença, como se verá adiante.
O papo-cabeça travado sobre o assunto, na tal lista Radinho de Pilha, incluiu algumas dicas preciosas. Mesmo assim, um pouco de detalhismo da minha parte, na minha humilde opinião, foi fator predominante para minha conclusão de que o MType ainda é uma alternativa que deve ser considerada topo de lista.
NOTA IMPORTANTE: Se você chegou até aqui porque está pesquisando uma luz para o *seu* problema, perceba que esse artigo expressa apenas uma opinião com foco em comunicação, sem qualquer base tecnológica mais profunda. Os comentários não levam em conta inúmeras questões técnicas, que podem indicar uma solução baseada em páginas dinâmicas como a mais indicada no seu caso. Em suma: cada um, cada um; prós e contras na balança, a decisão é sua :)
A conclusão acima é minha, no caso; não foi resultado de um final consensual sobre o tema. Talvez nunca haja. Caso se interesse muito pelo assunto, leia a seguir um resumo editado do papo “radiofônico” (o Radinho é uma lista de discussão por e-mail, é bom frisar...), coisa travada ao longo da última quinzena de julho de 2005.
comparativo de gerenciadores de conteúdo
O tema começou com um link enviado por Danilo Siqueira, uma tabela comparativa de características oferecidas por várias opções de blogs e sistemas de gestão de conteúdo, também conhecidos como CMS (de “Content Management System”).
A tabela compara oito concorrentes. Foi usada para amparar um interessante artigo sobre o assunto, publicado por Susannah Gardner para a OJR.org, o Online Journalism Review, publicação online da Annenberg School for Communication da University of Southern California.
Vale a pena ler o texto da Susannah, com o alerta de que ela fez uma típica resenha com enfoque técnico, um balanço bastante consistente das qualidades e limitações de algumas das principais opções existentes hoje. São mais de 400, mas se restringe a oito; e, como toda avaliação jornalística, tenta ser razoavelmente isenta, o que é singularmente impossível em qualquer coisa editorial no planeta, sites idem.
A avaliação da moça esquece de discutir um ponto que, se não é o mais importante, é igualmente relevante: a capacidade que cada sistema oferece para facilitar a vida dos buscadores, farejadores e maquininhas similares que definem em maior ou menor grau caros conhecidos como Google, MSN Search e que tais. Susannah sequer resvala na questão e essa me parece ser extremamente oportuna.
De certa forma, é o viés comum da avaliação de cunho tecnológico: às vezes, esse tipo de enfoque esquece do principal, e a tendência é uma inversão de valores, o que geralmente descamba para algo onde a tecnologia assume uma importância maior do que deveria. Não raro, o que é ‘meio’ se sobrepõe ao que deveria ser o ‘fim’, ou seja, funções ligadas à comunicação e fomento de negócios.
Voltando ao tema, vale a pena pesquisar o igualmente precioso link enviado pelo inestimável Maratimba para acrescentar mais caldo à discussão: uma ferramenta online de comparação dos tais CMS, uma matriz online (não, não tem nada a ver com esta Matriz) onde você seleciona e gera seu próprio comparativo.
Este CMS Matrix inclui mais de 400 ferramentas, o que dá uma dimensão do tamanho das opções existentes neste mercado persa, também chamando de internet. Paradoxalmente, a CMS Matriz não inclui o Blogger...
O ponto que me chamou atenção nos comparativos é o fato do MType ser (talvez, de novo) o único que gera o resultado na forma de páginas HTML “estáticas”, ou seja, um arquivamento “real” de cada “página” criada pelo banco de dados que serve de motor da engenhoca toda. Fiquei intrigado com a questão e, com aquela cara-de-pau peculiar e às vezes profundamente chatonilda que costuma caracterizar jornalistas, cutuquei os radinhos para ir fundo na questão...
O WPress parece que já ter plugin para publicação de páginas estáticas, o EzStatic, mas essa característica não está no coração do projeto, não integra, digamos, sua filosofia de vida, como é o caso do MType. Quem mandou essa dica há tempos foi um dos agentes radiofônicos infiltrado nas plagas portenhas, Pablo Ibarrolaza.
A dica está listada em uma das listas de plugins do WPress, mas o fato é que tem jeito de jeitinho. Parece até o EzStatic foi criado para inserir uma página estática no WPress, algo muito diferente de gerar um site (ou blog) inteiro de forma estática.
Mesmo que possa ser usado para viabilizar essa estratégia estática, é uma adaptação apoiada em um plugin, o que é diferente de ser algo integrado a uma filosofia de desenvolvimento. Talvez valha a pena testar a saída, afinal o WPress é uma opção bastante robusta e adequada para fins variados, não apenas blogar, o que vale também para o MT.
pontos para as estáticas
Tecnicamente, parece fácil listar pontos favoráveis à opção por páginas estáticas. Para o Renê, por exemplo, uma das defesas passa pela facilidade do servidor em dispor páginas “já existentes” para o usuário em contrapartida a uma fadiga pouco maior para fazer o mesmo trabalho, no caso de páginas dinâmicas. Como o nome diz, essas páginas são geradas dinamicamente, a cada requisição, um trabalho ligado ao próprio banco de dados onde estão armazenadas.
Porém, o principal fator negativo da opção dinâmica é a dificuldade de indexação por parte dos buscadores, os tais Googles da vida (existem talvez algumas dezenas deles na internet, e todos são importantes, pois ajudam alguém a encontrar você, ou melhor, seu site, no caso). Esse ponto não foi tocado na avaliação da colega Susannah.
Aliás, ela considera um ponto negativo o fato do MType reescrever todo o site sempre que seja feita alguma mudança. Sem discutir tecnicidades, considero isso positivo, pois implica em informar aos buscadores que a data do arquivo é mais recente do que a anterior, quase uma senha para que tudo seja reindexado. (Como toda moeda tem dois lados, certamente um site gigantesco irá demorar um pouco para ser reescrito, o que pode ser incômodo, às vezes, como avisa a coleguinha.)
onde pega?
Da minha parte, a pergunta é: onde pega a questão de estáticas versus dinâmicas? Qual é realmente a diferença, para um buscador, em pesquisar esses dois tipos de existência online? Por que o MType, ora raios, possui uma geração de páginas “estáticas” e o WPress mantém uma política voltada a páginas dinâmicas? O que está na base das opções por estes caminhos diferentes de desenvolvimento?
André Avorio veio no socorro da questão, trazendo para a festa o estofo do interessante site Blaz:Networks, ao qual está vinculado. Ele fez uma explanação esclarecedora sobre as características técnicas da geração de sites via banco de dados e como isso afeta os buscadores.
Ponderou pontos positivos de ter páginas geradas como algo “estático” (o formato .HTML), mesmo que a partir de um banco de dados. E pontos igualmente positivos de adotar a política de gerar essas mesmas “páginas” de forma dinâmica, que é o trabalho de um sistema orientado para isso.
A opção estática consome menos processamento do servidor “porque nem o interpretador do PHP nem o servidor MySQL são chamados”, diz André. “Mas, em contrapartida, isso requer muito mais espaço em disco para os dados duplicados, como o código HTML que monta o cabeçalho, o menu. Em um sistema dinâmico, esse código seria unificado em um único arquivo que funcionaria como template”, informa.
Mas o ponto da indexação ficou em aberto, ou, melhor, foi confirmado tecnicamente por ele, embora com a ressalva de que o trabalho é igualmente realizado em páginas dinâmicas, as tais geradas ao vivo pelo banco de dados. “O Googlebot não vai acessar um banco de dados MySQL tão cedo (para não dizer nunca). Não faz sentido.” André avisa que, para os agentes de busca, não importa como a página é apresentada, estática ou dinâmica, desde que “existam links apontando para elas e que sejam bem estruturadas”.
Outro radiano que iluminou o problema foi redator Carlos Bonini, complementando que a ‘profundidade’ de uma página também afeta seu posicionamento numa busca. “Se forem necessários mais que três ou quatro cliques para se chegar até ela, sua performance nos buscadores será bastante afetada”, diz, destrinchando um pouco do que sabe e expõe no seu blog sobre planejamento web.
Feita a ressalva do André, principalmente, não exatamente em defesa das páginas dinâmicas, mas também não uma crítica, resta o resumo: indexadores realmente não conseguem fuçar páginas dinâmicas com a mesma competência com que fazem com as estáticas. Essa informação, confirmadinha assim, veio do site que fui buscar após uma rápida pesquisa via...Google.
anotações do Mr. Notess
Como o resultado de tanto papo foi, para mim ao menos, altamente benéfico, julguei conveniente transformar isso tudo na carta ao leitor dessa quadrissemana. A seguir, retirado quase sem cortes do tread da discussão no Radinho, meu último comentário, onde resumo a questão, pelo menos para os objetivos pessoais até então.
From: Cassiano > MWeb <mwlist...@.....com>
To: radinho(arroba)yahoogrupos.com.br
Date: Jul 25, 2005 12:22 PM
Subject: Re: [radinho] Tabela comparando serviços de publicação de blogs
(....)
1) Vou na contramão dos mestres (embora não tenha havido uma orientação explícita): concluo que a indexação é melhor em páginas "estáticas" (o tal .HTML); agora ficou claro que não importa se elas foram geradas por um banco de dados (mas está demonstrado que isso faz diferença no resultado dos buscadores);
2) Para quem pesquisa alternativas de gerenciamento de conteúdo, o MType volta ao topo da lista, com louvor, pois é o único cuja filosofia vai ao sentido das páginas estáticas. Talvez seja possível fazer o mesmo com o WPress, sem cara de remendo quebra-galho, mas o intrigante é entender porque isso não está na filosofia de desenvolvimento do WP, como no MT (lembrando que o WP é do time do software livre, um time compromissado com os fracos e oprimidos, em tese);
3) Com alguma licença poética, um dos postulados do W3C (o comitê que dita as regras mundiais para o funcionamento da internet) é: "Para cada página publicada na web (grosso modo, localizada através de uma única URI) corresponde uma, e somente uma, página HTML". E isso pega, como comento adiante.
4) Talvez com alguma injustiça o MType esteja sofrendo preconceito desde que iniciou sua política de cobrança, mesmo mantendo a filosofia de ser um software de código aberto (ou seja, o comprador leva tudo pra casa e pode atuar livremente no coração do sistema, se quiser ou souber).
5) Para a pequena e média empresa brasileira, foco do meu atendimento, os atuais padrões de espaço em disco são mais do que suficientes para a prática da comunicação e atendimento online. Por isso, meu interesse pelo tópico. Para os pequenos, a possibilidade de ser encontrado é infinitamente mais importante, e vale até investir cerca de U$69 por alguém que ajude a fazer o serviço bem feito, como é o caso do MType.
Quem quiser ir adiante, seguem os porquês de eu estar me inclinando às conclusões acima, até o momento.
É interessante ler o que diz o especialista em indexação, Greg Notess. Tiro do seu Search Engines Show Down o comentário abaixo, embora seja um relatório sobre URLs não indexadas, órfãs, no caso:
"So what are these orphans of Google? They may be any of the following kinds of pages.
* dead links
* inaccurate links
* duplicates
* pages protected by a robots.txt or noindex meta tag
* database generated URLs...” (olha aí !!!!)
Notess nota que URLs geradas por banco de dados tendem a alimentar o estoque de links órfãos, o que é um alerta interessante de prestar atenção.
Em outro relato do mesmo Notess ele comenta forças e fraquezas do Google:
"...Weaknesses: ...
... * Only indexes first 101 KB of a Web page and about 120 KB of PDFs....
(Sim, ele considera essa quantidade uma fraqueza, mas é isso o que temos hoje...)
Ao dissecar o tema, André construiu dois comentários precisos: “O MovableType atualmente armazena o conteúdo em um banco de dados MySQL e monta as páginas .HTML a partir de um script que pega essas informações e vai gravando os arquivos dinamicamente.”
André sustenta que, em virtude dessa realidade, sites baseados em banco de dados que carreguem páginas dinamicamente a cada requisição devem otimizar sua presença na web via buscadores através de duas estratégias: excelente estruturação de links e uma boa política de “linkania”.
Para quem não sabe, linkania, na prática, é a capacidade que principalmente os blogueiros possuem de serem citados por outros blogs, criando uma cadeia de apontamentos que irá afetar o ranking do site em questão, junto aos buscadores. O Google foi o primeiro a adotar essa estratégia, que consegue pontuar a relevância de um site a partir da quantidade de links apontados a ele. Parte do sucesso do Google se deve a essa idéia.
Mas minha conclusão é oposta ao tom de defesa dos bancos de dados. Linkania, mesmo somada a uma intensa ação de estruturação de páginas, não consegue competir com a quantidade de palavras que carregam 100Kb de HTML. A linkania ajuda muito, claro, mas as palavras precisam estar lá e quanto mais melhor!
Posso atestar isso pela experiência deste mesmo Matriz: a carta Palavras no Site é (fora este) o maior texto publicado por aqui. É enoooorrrrmmme, mas resulta em um HTML de...37Kb. Uma merreca.
A política de site com muitas palavras dá resultados e já foi comentada aqui em 2004: tive casos de perceber erros de revisão com base em uma pesquisa. Isso mostra que os buscadores indexam a maior quantidade de palavras que conseguem, até as erradas (detalhe que foge do conceito de linkania, que não irá linkar erros, a menos que seja para agredir, o que também não é incomum na selva wébica)
Outro detalhe que percebo ao olhar minhas estatísticas internas: como os buscadores têm limites, nem sempre indexam o site inteiro; parece que o trabalho é feito por partes, ou focado nas páginas republicadas recentemente.
Se isso é verdade, então o fato do MType renovar o conjunto de HTMLs é uma estratégia importantíssima. Ademais, como as páginas respeitam o postulado do W3C citado acima, o site como um todo sempre terá mais chances de ser completamente indexado em uma segunda varredura dos buscadores, pois as páginas estarão no mesmo “local”, esperando ser encontradas.
Por mais que um banco de dados seja bem estruturado, não dá para entender porque a opção estratégica de desenvolvimento adotada pelo time do WPress, por exemplo, não contempla uma ação de gerar HTMLs estáticos, como o MType. Essa é uma estratégia a fator de quem é pequeno, ou novo, ou pouco “relacionado”, o que não implica necessariamente ser irrelevante ou ruim.
O time do WPress defende, em tese, fracos e oprimidos, bem como as políticas do W3C; deveria ter como filosofia uma solução que gere HTMLs, como o MType. Isso deveria ser padrão, não exceção. Ou pelo menos isso deveria ser mais bem ventilado na comunidade.
Para pequenas e médias empresas essa é uma questão importante. Até porque, ao contrário da imensa maioria de blogs, os sites corporativos não podem praticar a estratégia da linkania com a mesma desenvoltura.
Empresas não costumam ficar citando outras empresas. Essa bondade humanitária não cabe no mundo comercial. A informação corporativa é dependente do tráfego gerado pelos buscadores, na medida em que tende a receber consultas relevantes apenas quando elas refletem em tese palavras-chaves existentes no site em questão.
Claro que existem outras situações. André cita o exemplo do um projeto de e-commerce, que possui outros objetivos e necessidades. Nesse caso, a solução base de dados dinâmica se impõe.
Mas, para a maioria das empresas, ainda considero o MType uma opção mais palatável e eficaz, quando o objetivo é simplesmente comunicação, fomento de marca, disseminação de informações comerciais e de marketing. E parece que agora tenho argumentos mais sólidos para entender dessa maneira.
Da próxima vez que for pesquisar soluções de publicação para sua empresa preste atenção aos detalhes. Ser visto por buscadores pode ser mais importante do que tudo; nesse caso, a solução técnica deveria ter essa questão como parâmetro prioritário.
Por mim, é uma pena o WPress não ser uma solução comprometida com páginas estáticas. Como é um software com o fôlego de uma comunidade inteira, talvez isso se reverta no futuro, mas não dá para saber ou antecipar. Por enquanto, MType fica no topo, mesmo sendo pago.
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matriz de marketing, comunicação e negócios [ por Cassiano Polesi ]
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